- CEP de origem e de destino: definem a distância, a rota e as taxas regionais.
- Peso real: o peso total da carga com embalagem.
- Medidas e quantidade de volumes: comprimento, largura e altura de cada volume. Elas definem o peso cubado.
- Valor da nota fiscal: base para seguro e taxas como ad valorem e GRIS.
- Tipo de carga: frágil, perecível, perigosa, de alto valor ou com exigência especial.
- Prazo desejado e condições de coleta e entrega: horário marcado, restrição de acesso, necessidade de ajudante ou de equipamento para descarga.
Uma cotação de frete só é precisa quando os dados da carga estão completos. Veja o que informar, o que compõe o preço do frete, os erros que fazem o valor mudar depois e como comparar propostas de transportadoras.
A cotação de frete parece simples: você informa origem e destino e recebe um preço. Na prática, o valor depende de uma série de dados da carga e, se algum deles estiver errado ou faltando, o preço muda depois da coleta ou a entrega atrasa.
Neste guia você vê o que informar para receber uma cotação precisa, o que compõe o preço do frete e como comparar propostas.
O que informar para receber uma cotação precisa
Peso real e peso cubado
As transportadoras cobram pelo maior valor entre o peso real e o peso cubado, que representa o espaço que a carga ocupa no veículo. Uma carga leve e volumosa, como espuma ou móveis desmontados, pode pagar pelo volume e não pelo peso. Por isso informar as medidas corretas é tão importante quanto informar o peso. Veja como a cubagem afeta o frete.
O que compõe o preço do frete
- Frete peso: valor calculado pelo peso ou volume e pela distância.
- Frete valor (ad valorem): percentual sobre o valor da nota, ligado ao risco da carga.
- GRIS: taxa de gerenciamento de risco, também sobre o valor da nota.
- Pedágio: na lotação, deve ser antecipado pelo embarcador por meio do vale-pedágio.
- Taxas de entrega: por exemplo, para áreas de difícil acesso ou entregas agendadas.
- ICMS: imposto sobre o serviço de transporte, que varia conforme a rota. Veja a diferença entre transporte estadual e interestadual.
Fracionado ou lotação
No fracionado, a sua carga divide o caminhão com a de outros clientes e você paga pelo espaço e pelo peso que usa. É o mais econômico para volumes pequenos. Na lotação, o veículo é exclusivo, o prazo costuma ser menor e o preço precisa respeitar o piso mínimo da ANTT. Veja como escolher entre lotação e fracionado.
Fatores que mudam o preço
- Distância e rota: destinos distantes dos grandes centros costumam custar mais.
- Tipo de carga: cargas frágeis, refrigeradas ou perigosas exigem cuidado e equipamento especiais.
- Época do ano: em períodos de safra e fim de ano, a demanda sobe e o frete fica mais caro.
- Prazo: entregas urgentes ou com hora marcada custam mais.
- Frequência: quem embarca com regularidade consegue negociar condições melhores.
Erros que fazem o valor mudar depois
- informar o peso sem a embalagem ou estimar a olho;
- esquecer as medidas e ter o frete recalculado pelo peso cubado;
- declarar um valor de nota diferente do real, o que afeta o seguro;
- não avisar sobre restrições de acesso, horário ou necessidade de descarga manual;
- não definir quem paga o frete. Veja CIF ou FOB.
Como comparar propostas
- Compare o valor final, com todas as taxas, e não só o frete base.
- Confira o prazo porta a porta e se ele é garantido.
- Verifique o seguro: o que cobre e até que valor. Veja o que é seguro de carga.
- Confirme a regularidade da transportadora, como RNTRC ativo.
- Peça a proposta por escrito, com validade e condições.
Conclusão
Uma boa cotação começa com dados completos: CEPs, peso real, medidas, quantidade de volumes, valor da nota e restrições de coleta e entrega. Com isso em mãos, fica fácil comparar o preço final de cada proposta, e não só o frete base. Para cotar agora, faça uma cotação de frete.




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