Tabela de frete: o que é, como ler e o que comparar antes de fechar a proposta

Tabela de frete: o que é, como ler e o que comparar antes de fechar a proposta

Saiba o que é uma tabela de frete comercial, como ela se diferencia do piso mínimo da ANTT, quais fatores entram no valor (peso ou cubagem, distância, veículo e taxas) e o que comparar na proposta antes de fechar o transporte da sua carga.

Quando alguém fala em "tabela de frete", muita gente imagina uma lista fixa de preços por quilômetro. Na prática, a tabela de frete rodoviário é a referência que a transportadora usa para montar a proposta da sua carga: peso ou cubagem, distância, tipo de veículo e taxas que podem entrar no valor.

Neste guia, você vê o que é essa tabela no sentido comercial, como ela se diferencia do piso mínimo da ANTT, como ler os fatores que aparecem na cotação e o que comparar antes de fechar. Sem inventar preço: o valor final sai na proposta, com os dados da sua carga.

Resposta direta: tabela de frete é a referência de preços e fatores que a transportadora usa para montar a proposta do seu frete. Ela combina peso ou cubagem, distância, tipo de veículo e taxas. Não é a mesma coisa que o piso mínimo da ANTT, e o número que vale para a sua carga é o que sai na cotação.

O que é tabela de frete (comercial)

No dia a dia do embarcador, "tabela de frete" costuma significar a base comercial que a transportadora aplica para precificar uma viagem. Ela organiza faixas de peso, volume, distância e tipo de operação (coleta, entrega, carga dedicada ou compartilhada) e serve de ponto de partida para a cotação.

Essa tabela comercial não é um cardápio público com preço fechado para qualquer carga. Cada frete tem origem, destino, medidas, peso, valor da nota e exigências próprias. Por isso a proposta individual substitui a ideia de "pegar o valor na tabela e pronto".

Tabela comercial e piso mínimo da ANTT não são a mesma coisa

Há outra "tabela" que aparece nas buscas: o piso mínimo de frete da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Esse piso é uma regra oficial de valor mínimo para determinadas operações de transporte rodoviário de cargas, e não substitui a proposta comercial da transportadora.

Em resumo:

  • Tabela de frete comercial: referência interna ou contratual que a transportadora usa para montar a cotação da sua carga.
  • Piso mínimo ANTT: limite regulatório de valor mínimo em situações previstas na norma. Detalhamos o tema no post sobre a nova tabela ANTT 2026 e o piso mínimo de frete.

Se a sua dúvida é "quanto sai o meu frete", o caminho é a cotação com os dados corretos. Se a dúvida é "existe um valor mínimo legal nesta operação", o caminho é o piso da ANTT. São perguntas diferentes, e misturá-las gera comparação errada entre propostas.

Como ler uma tabela de frete na prática

Quando a transportadora monta a proposta, alguns fatores se repetem. Entender cada um ajuda a ler a cotação sem surpresa e a comparar ofertas com o mesmo critério.

Peso real e cubagem (fator 300)

No frete rodoviário, o valor costuma considerar o maior entre o peso real (o que a balança marca) e o peso cubado (o volume convertido em peso). A conversão usa o fator 300: multiplica-se comprimento, largura e altura (em metros) e o resultado por 300 para obter o peso cubado em quilos. Se a carga é leve e ocupa muito espaço, a cubagem manda; se é densa e compacta, o peso real manda.

Informar medidas erradas muda o frete e pode travar o embarque no dia da coleta. O guia de cubagem no transporte rodoviário detalha o cálculo e os cuidados com a medição.

Distância e tipo de operação

Origem e destino definem quilometragem, pedágios do trecho e o tempo de viagem. Frete dedicado (veículo exclusivo para a sua carga) e frete compartilhado (várias cargas no mesmo caminhão) usam lógicas diferentes de ocupação e de prazo. A distância sozinha não fecha o preço: o mesmo quilômetro pode sair diferente conforme o sentido da rota, o tipo de veículo e a necessidade de retorno.

Tipo de veículo

Baú e carroceria aberta atendem cargas distintas. O baú protege de chuva e poeira; a carroceria aberta facilita cargas que não exigem fechamento. O importante é pedir o veículo adequado ao tipo de carga. Pedir o veículo errado encarece ou impede o embarque. Na cotação, diga o tipo de embalagem (caixas, paletes, bobinas) e se a carga precisa de proteção contra intempéries.

Taxas que podem aparecer na proposta

Além do frete-base, a proposta pode listar taxas. Os nomes mais comuns:

  • TDE / TDA: taxas ligadas a dificuldade de entrega ou de acesso. Explicamos no post sobre taxa TDE e TDA no frete.
  • Taxa de reentrega: quando a entrega não acontece na primeira tentativa e a carga precisa voltar a tentar.
  • Taxa de agendamento: quando o destino exige horário marcado para a descarga.
  • Taxa de devolução: quando a mercadoria retorna ao remetente.

Essas taxas não entram em toda cotação. Elas aparecem quando a operação as exige. Ao comparar propostas, confira se o mesmo cenário (mesmo endereço, mesma restrição de acesso, mesma necessidade de agendamento) está descrito nas duas ofertas. Caso contrário, você compara números diferentes.

Para quem quer ver a lógica completa do cálculo, o guia de como calcular frete rodoviário mostra a conta passo a passo. Este post foca em ler e comparar a proposta, não em refazer a planilha.

O que comparar antes de fechar a proposta

O menor número na planilha não garante o melhor resultado. Antes de aprovar, alinhe estes pontos por escrito na proposta.

O que está incluso no valor

Pedágio e ICMS (quando aplicável) entram conforme a proposta. Algumas cotações já embutem; outras destacam. Peça clareza: o valor apresentado já considera pedágio do trecho? O ICMS do frete, se houver, está no total ou à parte? Sem essa leitura, duas propostas "parecidas" podem ter escopos diferentes.

Prazo informado na cotação

O prazo de coleta e de entrega precisa estar na proposta. Prazos genéricos de site são só referência; o que vale é o que a cotação da sua carga informa. Confira também a validade da proposta: na Zurcad, a proposta vale 7 dias corridos.

Documentação do frete

Transporte regular de carga sai com nota fiscal da mercadoria (quando houver venda ou emissão exigida), CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) emitido pela transportadora e MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) da viagem. Peça confirmação de que a empresa emite esses documentos. Proposta sem menção a CT-e e MDF-e merece pergunta direta.

Seguro da carga

Seguro da carga RCTR-C e RC-DC com a Tokio Marine. As condições de cobertura da sua carga constam na proposta de frete. Compare o que a proposta diz sobre cobertura e valor declarado, sem assumir que "está tudo coberto" só porque a empresa tem seguro.

Operação e comunicação

As cargas são etiquetadas e registradas com fotos, o cliente acompanha a viagem por um link de rastreamento e nossa equipe avisa se houver algum imprevisto. Na comparação entre transportadoras, pergunte como você acompanha a carga e como é avisado em caso de atraso ou ocorrência. Isso pesa tanto quanto o valor do frete.

Como pedir cotação com os dados certos

A tabela comercial só vira proposta útil quando a transportadora recebe dados completos. Quanto mais precisa a informação, menor o risco de retrabalho no dia da coleta.

Tenha em mãos:

  • CEP de origem e de destino (e restrições de acesso, se houver);
  • tipo de mercadoria e de embalagem (caixas, paletes, fardos);
  • quantidade de volumes, medidas e peso de cada um;
  • valor da nota fiscal (ou valor declarado, quando for o caso);
  • data desejada de coleta e flexibilidade de janela;
  • necessidade de agendamento, auxiliar de carga e descarga ou outro serviço.

O passo a passo completo está no guia de como fazer cotação de frete. Se quiser entender a lógica por trás do número, combine com o post de como calcular frete rodoviário.

Aqui na Zurcad, a cotação já sai com preço calculado pelo nosso sistema, e o comercial revisa antes de aprovar. Antes da coleta, pedimos foto da carga e a nota fiscal, ou a declaração de conteúdo quando o transporte é de bem usado de pessoa física, sem venda. Isso evita surpresa de medida e de valor no dia do embarque.

Atendimento: segunda a quinta, das 08:00 às 17:48, e sexta, das 07:00 às 16:48. A proposta vale 7 dias corridos. Na Zurcad, pedágio e ICMS já vêm inclusos na cotação.

Perguntas frequentes sobre tabela de frete

O que é tabela de frete?

Tabela de frete, no sentido comercial, é a referência de preços e fatores que a transportadora usa para montar a proposta do seu frete. Ela combina peso ou cubagem, distância, tipo de veículo e taxas. O valor que vale para a sua carga é o que sai na cotação com os dados corretos.

Tabela de frete e piso mínimo da ANTT são a mesma coisa?

Não. A tabela comercial é a base da transportadora para precificar a viagem. O piso mínimo da ANTT é uma regra oficial de valor mínimo em operações previstas na norma. São instrumentos diferentes. Detalhamos o piso no post sobre a nova tabela ANTT 2026 e o piso mínimo de frete.

O frete cobra pelo peso ou pela cubagem?

Cobra pelo maior entre o peso real e o peso cubado. No rodoviário, a cubagem usa o fator 300: volume em metros cúbicos multiplicado por 300 gera o peso cubado em quilos. Carga leve e volumosa tende a pagar pela cubagem; carga densa, pelo peso real.

A tabela já inclui pedágio e seguro?

Pedágio e ICMS entram conforme a proposta: algumas já embutem, outras destacam. Seguro da carga RCTR-C e RC-DC com a Tokio Marine. As condições de cobertura da sua carga constam na proposta de frete. Peça esses pontos por escrito antes de fechar.

Conclusão

Tabela de frete é a referência comercial que organiza os fatores do preço, não um cardápio fixo e não o piso mínimo da ANTT. Ler peso ou cubagem, distância, veículo e taxas, e comparar o que está incluso, o prazo, a documentação e o seguro, evita fechar a proposta errada.

Quer a proposta da sua carga com esses pontos claros? Faça sua cotação no site ou fale com a gente pelo WhatsApp (11) 99680-5673.

LinkedIn

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Artigos Recentes Postagens recentes